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The Medium chegou para mostrar que velhos terrores nunca morrem

Um novo jogo de terror com o visual surrealista e lotado de detalhes

Thuany Maciel

29/01/2021 10h00


Para construir o mundo perturbador de The Medium, o estúdio polonês Bloober Team usou toda a experiência acumulada em seus jogos anteriores, como: Blair Witch, Observer e Layers of Fear.

Com um orçamento visivelmente alto, o novo título esboça arte em todos os cantos, desde as minúcias de ambientes internos até fotografias anguladas estrategicamente em locais externos, com toques surrealistas no arranjo de cenários e no posicionamento de objetos.

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A produção conta com os compositores Arkadiusz Reikowski e Akira Yamaoka, artista por trás da sonoridade intimidadora de Silent Hill, que aqui dá o seu toque para criar uma ambientação que se apoia na tensão psicológica e na construção da atmosfera em prol do medo autêntico, não dos sustos gratuitos.

The Medium se passa na Polônia de 1999 e é centrado em Marianne, uma médium capaz de trafegar entre dois mundos bem diferentes, ainda que sobrepostos um ao outro. Com seus poderes, ela ajuda almas atormentadas a seguirem seu caminho pelo além, enquanto guarda em uma caixa seus próprios tormentos. A ferida é cutucada logo após a morte do pai adotivo, fazendo com que ela parta ao interior polonês para descobrir a verdade sobre seu passado e um estranho sonho que visita de forma recorrente.

Marianne está convivendo ao mesmo tempo nestas duas realidades, o que significa que bloqueios e perigos presentes em um lado podem impedir seu progresso no outro. Um destacamento rápido pode ser feito no plano espiritual, permitindo que ela “desligue” seu corpo terreno por algum tempo, mas este ato tem consequências — passe tempo demais do outro lado e você pode ficar sem uma maneira de retornar.

E por mais que a protagonista esteja acostumada com essa transição, ainda que não entenda muito bem seus poderes, a conhecemos em um momento íntimo e pessoal, no qual ela deve utilizar seu dom (ou maldição, dependendo da sua abordagem) para garantir a passagem de ida de seu pai adotivo para um lugar melhor.

Ao contrário dos jogos anteriores do Bloober Team, The Medium não é um jogo em primeira pessoa. A perspectiva deste novo game, aliás, é bem familiar para fãs de survival horror de longa data: tal qual os Silent Hill e Resident Evil clássicos, a câmera fica em pontos fixos, com o jogador guiando Marianne pelas diferentes salas, quartos e outros ambientes em busca de itens ou informações relevantes.

De uma mistura entre fotorrealismo, história e o bizarro, surge um título incrivelmente competente e interessante, apesar de seus deslizes. Ainda que toque apenas na superfície do que as novas tecnologias e consoles podem entregar em termos de narrativas, há de se começar de algum lugar, e em sua melhor e mais interessante obra, o Bloober Team faz exatamente isso.

Por mais que estejamos falando de seres poderosos e com uma notável conexão com “o outro lado”, The Medium não vem para ser um título de ação, ainda que sua história remeta a um passado de violência, morte e vingança. É na exploração e na observação que está o grande cerne da jogabilidade do título e, também, um caráter de brilhantismo que os poloneses do Bloober Team haviam mostrado poucas vezes antes.

A quantidade de elementos a serem notados ou encontrados pelos cenários também incentivam a exploração, já que absolutamente qualquer coisa pode conter um eco do passado, um arquivo de texto ou algum tipo de lembrança que expande os acontecimentos desse local sinistro.

The Medium surge como um dos primeiros jogos efetivamente da nova geração para os consoles da Microsoft, e por mais que ainda apresente quedas na taxa de quadros ou pequenos travamentos durante transições, faz bom uso das capacidades do Xbox Series X|S. Os detalhes chamam a atenção, principalmente nos ambientes, ainda que a animação dos personagens não seja das melhores.

The Medium foi desenvolvido pelo Bloober Team e será lançado nesta sexta-feira (28), em versões Xbox Series X|S e PC.

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