Política

Michel Temer diz que país precisa de 'pacificação'

O ex-presidente foi o articulador de uma reaproximação entre Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

Pâmela Lima

Há 9 dias


O ex-presidente Michel Temer e Bolsonaro, atual chefe do Executivo (Foto: Alan Santos/PR)
O ex-presidente Michel Temer e Bolsonaro, atual chefe do Executivo (Foto: Alan Santos/PR)

Conciliação - Ao que tudo indica, as tensões entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ficaram no passado. O grande responsável por isso é o ex-presidente Michel Temer (MDB), que fez a ponte entre os dois e apresentou a carta de pacificação que recebeu o aval de Bolsonaro.

Temer revelou nesta sexta-feira (10) que Moraes e Bolsonaro conversaram por cerca de 15 minutos de forma amigável por telefone. "Liguei ao ministro Alexandre de Moraes e disse que ele tinha divulgado um documento. Moraes disse que poderia passar o telefone ao presidente. O presidente falou com ele por 15 minutos e senti muito amigavelmente. A partir daí, eu disse parabéns, e que isso iria ajudar, e me despedi", disse Temer para a rádio Band News.

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Temer disse que o presidente reconheceu que criticou o ministro “no calor do momento”. “Ele disse que foi o calor do momento (chamar Moraes de canalha), e que na declaração (na nota) estava enaltecendo a condição de jurista, professor. Foi um momento cordial. 'É lógico que eu não penso aquilo de você', disse Bolsonaro ao ministro", afirmou Temer na entrevista. Moraes teria respondido que eventuais críticas a decisões dele podem ser contestadas no Supremo pela via legal.

Ao Globo, Temer destacou que Bolsonaro foi receptivo à proposta de pacificar o país e resgatar a boa relação com os outros Poderes. “Fiz uma conversa inicial com ele, antes de apresentar o documento, mostrando que era importante para o país. Que ele, como presidente da República, deveria também pregar uma certa pacificação porque seria útil pra ele, para o país e útil para o governo. E ele logo se convenceu, não teve dúvida em relação a isso”, contou o ex-presidente.

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