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Produção industrial despenca 18,8% em abril, aponta IBGE

O percentual reflete o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira

Pâmela Lima

2020-06-03 10:34:37


As fábricas nos principais centros produtores do país ficaram fechadas em abril (Freepik)

A indústria brasileira amargou um prejuízo histórico em abril por causa da quarentena causada pelo novo coronavírus. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial caiu 18,8% em abril em relação ao mês anterior. Em março, o setor sofreu um recuo de 9%.

“É a queda mais intensa da indústria desde o início da série histórica, em 2002, e o segundo resultado negativo seguido, com perda acumulada de 26,1% no período”, informou o IBGE. O mercado, entretanto, estava mais pessimista e projetava um tombo de 28,3%, conforme cálculo feito por analistas da Bloomberg.

Ao contrário de março, em que houve paralisação em apenas parte do mês, em abril as fábricas nos principais centros produtores do país ficaram fechadas. Segundo o IBGE, 22 dos 26 ramos analisados apresentaram variação negativa. Um dos setores mais prejudicados pela pandemia foi o de veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de 88,5%.

Também sofreram retração: produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-18,4%), de metalurgia (-28,8%), de máquinas e equipamentos (-30,8%), de bebidas (-37,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-25,8%), de produtos de minerais não-metálicos (-26,4%), de produtos de metal (-26,8%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-33,8%), de outros equipamentos de transporte (-76,3%), de couro, artigos para viagem e calçados (-48,8%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-37,5%), de produtos têxteis (-38,6%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-26,0%), de outros produtos químicos (-7,3%), de produtos diversos (-30,6%) e de móveis (-36,7%).

Os únicos setores que apresentaram recuperação foram o de produtos alimentícios, que caiu 1% em março e cresceu 3,3% em abril, e o de farmoquímicos e farmacêuticos, que recuou 11% em março, mas apresentou alta de 6,6% no mês seguinte.

Com informações do G1 e Infomoney

 

 

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