Economia

Presidente de Taiwan defende soberania da ilha: 'Não vamos provocar, mas vamos nos defender'

China é acusada de lançar 11 mísseis em águas taiwanesas

Pâmela Lima

Há 12 dias


A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen (Foto: Wikimedia Commons)
A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen (Foto: Wikimedia Commons)

Conflito - Após a realização de manobras militares chinesas em torno de Taiwan, a presidente da ilha autônoma, Tsai Ing-wen, comentou o aumento das hostilidades por parte de Pequim. Ela garantiu que não provocará conflitos, mas defenderá a segurança nacional.

Não vamos provocar, mas vamos nos defender. Nós iremos nos dedicar para manter o status quo de paz e estabilidade no Estreito de Taiwan”, disse Ing-wen. A China disparou 11 mísseis perto das águas de Taiwan e impôs sanções contra produtos taiwaneses.

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Tsai afirmou que os exercícios militares são “irresponsáveis não só com Taiwan mas também com a comunidade internacional”. O Comando do Teatro Oriental da China afirmou que a operação "foi concluída com sucesso e o controle da área marítima e aérea relevante foi suspenso”. A medida é uma resposta à visita da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi.

O coordenador do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, afirmou que o país observa os exercícios militares chineses, principalmente ao redor do Japão, “muito de perto”. Mais cedo, a imprensa japonesa acusou Pequim de lançar mísseis contra a zona econômica do Japão.

Temos observado isso muito de perto... É preocupante. Não é apenas preocupante para nós, mas também, é claro, para o povo de Taiwan. É preocupante para nossos aliados na região, especialmente o Japão", disse Kirby em entrevista à MSNBC.

O americano desmentiu que a visita de Pelosi seja responsável pelo aumento das tensões na Ásia. “O provocador aqui é Pequim. Eles não tiveram que reagir dessa maneira ao que é uma viagem completamente normal de membros do Congresso a Taiwan... Os chineses são os que estão aumentando isso”, disse Kirby. “Uma das coisas que incomodam em exercícios como esse ou lançamentos de mísseis como esse é o risco de cálculo, o risco de um erro que pode realmente levar a algum tipo de conflito”, acrescentou.

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