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Reforma Tributária

Presidente da Câmara diz que imposto sobre transações financeiras é 'jeitinho'

Rodrigo Maia afirmou que o governo usa a desoneração sobre a folha de pagamento como pretexto para criar um novo tributo

Pâmela Lima

2020-07-30 17:41:36


Maia defende que o governo reduza os gastos públicos para conseguir arcar com a desoneração da folha de pagamento (Agência Câmara)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), disse nesta quinta-feira (30) que votará contra a criação de um novo imposto sobre transações financeiras. O parlamentar afirmou que a proposta do governo de desonerar a folha de pagamento das empresas é um "jeitinho" de criar um novo imposto.

"O Brasil vai ter muitas oportunidades se o Brasil conseguir reorganizar o Estado brasileiro. Se a gente achar que vamos dar mais %u2018jeitinho%u2019, criando mais um imposto, nós vamos estar taxando mais a sociedade e vamos ter de discutir a despesa pública", disse Maia durante evento sobre a reforma tributária promovido pelo jornal "Folha de S. Paulo", a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Sesi e o Senai.

Atualmente, uma comissão mista do Senado e da Câmara analisa sugestões de deputados, senadores e do governo para a alteração do sistema tributário. Há uma resistência forte no Congresso Nacional contra a proposta, que, entre outros pontos, estipula uma alíquota de 0,2% sobre pagamentos eletrônicos.

Maia defende que o governo reduza os gastos públicos para conseguir arcar com a desoneração da folha de pagamento. "O presidente vai mandar a proposta [de um novo imposto]? Então, encaminha a proposta. Estou dando a minha opinião. Não vai passar. Eu sou um voto. Em PEC, eu voto. Vou votar contra. Eu jogo muito transparente na política. Não jogo pelas costas. Quando eu negocio, falo: 'Eu sou contra isso e meu voto vai ser assim'. Aqueles poucos que eu influencio, vou tentar influenciar também para votar contra", garantiu o presidente da Câmara.

Segundo o demista, a criação de imposto nunca trouxe benefício para o país, que já possui uma alta carga tributária. "A gente vê: %u2018Vamos desonerar a folha, mas vamos criar um imposto novo%u2019. É a mesma equação de 1996 a 2008, acho eu. Onde estávamos querendo dar solução para o Brasil, criava um imposto. Aumentava uma alíquota, aumentamos 9% do PIB nossa carga tributária e continuamos com os problemas mais graves do que tínhamos antes", destacou o presidente da Câmara.

Com informações do G1

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