Cotidiano

Polícia reabre investigação sobre desaparecimento de escoteiro em 1985

O escoteiro Marco Aurélio Simon, de 15 anos, desapareceu enquanto subia o Pico dos Marins, em Piquete (SP)

Pâmela Lima

Em 19/07/2021 08h56


Marco Aurélio pode estar vivo, segundo o pai (Foto: Arquivo pessoal)
Marco Aurélio pode estar vivo, segundo o pai (Foto: Arquivo pessoal)

SP - No dia 8 de junho de 1985, o escoteiro Marco Aurélio Simon e três amigos subiam o cume do Pico dos Marins, situado em Piquete (SP), quando o jovem foi buscar ajuda para um companheiro que tinha machucado o pé. Nunca mais o gafoi visto desde então. Na época, as equipes de resgate fizeram buscas durante 28 dias na região, mas não encontraram o garoto de 15 anos.

O jornalista Ivo Simon, de 82 anos, pai de Marco Aurélio, procurou a Polícia Civil em junho deste ano com novas informações sobre o desaparecimento do filho. O delegado Fábio Cabett, que assumiu o caso, solicitou à Justiça o desarquivamento do inquérito e trabalha com duas hipóteses. "Temos duas vertentes a serem trabalhadas: de que o Marco Aurélio estaria enterrado nessa área e a outra de que teriam visto um morador de rua em Taubaté, com os mesmos traços dele. Já oficializei as penitenciárias, fiz contato com a polícia da cidade e a técnica que projetou um cronograma de ações em três etapas, com reconhecimento de área, equipamentos e a escavação de fato", contou o delegado ao G1.

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A investigação conta com o auxílio de policiais e peritos da região e de São Paulo. A polícia pretende usar ainda cães farejadores, promover escavações e a derrubar árvores para tentar encontrar a ossada, se existir. O delegado ouvirá ainda o depoimento da filha do dono da casa onde o corpo do garoto teria sido enterrado. Segundo ele, na época, ela viu uma área semelhante a uma cova na casa e tentou escavar, mas não conseguiu.

Trinta e seis anos depois, o jornalista garante que não vai desistir de descobrir o que aconteceu com o filho. "Ninguém admite o erro que o líder escoteiro cometeu, autorizar o meu filho a buscar socorro sozinho. É algo estranho, que nunca foi bem explicado", questionou em entrevista ao G1. "Sou imortal, não vou morrer enquanto não tiver essas repostas. Tenho 82 anos e a saúde melhor que a sua. Vou procurar até ter uma resposta. Não sei qual seria a minha reação de encontrar meu filho hoje. Mas, se descobrirem as ossadas e comprovar que são dele, consegue imaginar o meu choque? Aí, seria outro problema: quem matou meu filho?", disse Ivo.

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