Cotidiano

Pilotos e comissários entram em greve a partir da próxima segunda-feira

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), 50% dos trabalhadores deverão parar por dia, para manter parte dos voos operando

Waleska Rodrigues Barreto

Há 4 dias


50% dos trabalhadores deverão parar por dia, para manter parte dos voos. (Foto: Freepik)
50% dos trabalhadores deverão parar por dia, para manter parte dos voos. (Foto: Freepik)

Greve na aviação - Pilotos e comissários de bordo associados ao Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) votaram na tarde desta quarta-feira (24) pela realização de greve por tempo indeterminado no Brasil inteiro, a partir da próxima segunda-feira (29), por falta de acordo com as companhias aéreas.

Segundo o SNA, que representa funcionários de Gol, Latam, Azul, ITA, Voepass e Latam Cargo, 50% dos trabalhadores deverão parar por dia, para manter parte dos voos. operando.

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A categoria pede um aumento de 15% nos salários, que não foram reajustados no ano passado devido à pandemia da COVID-19.

Ainda de acordo com o sindicato, as empresas ofereceram 3% de aumento, o que não foi aceito pelos funcionários das aéreas, que querem que as empresas reajustem os salários para compensar as perdas acumuladas com a inflação em 24 meses.

Azul, Gol, Itapemirim, Latam, Latam Cargo e Voepass, querem manter os salários sem reajuste e aumentar, de forma escalonada, apenas os benefícios, como vale-alimentação.

Os empregados também pedem a manutenção das cláusulas da convenção coletiva vigente, que as empresas querem mudar. O sindicato patronal propôs mudanças nas cláusulas sociais da convenção, como a restrição no horário de realização de exames médicos obrigatórios, que passariam a poder ser realizados apenas das 5h às 13h, e não mais durante o dia inteiro.

A assembleia em que os trabalhadores decidiram deflagrar a greve ocorreu nesta quarta-feira, e segundo o presidente do SNA, comandante Ondino Dutra, teve a participação de cerca de 700 funcionários de companhias aéreas.

O setor da aviação foi um dos mais atingidos pela crise no ano passado e ainda não se recuperou completamente. Para sobreviver ao impacto causado pela pandemia, as empresas criaram programas de licença não remunerada, que foram sendo reduzidos aos poucos. A Latam demitiu 2.700 tripulantes, mas voltou a contratar em julho.

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