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Pandemia

OMS não recomenda aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19

O órgão alega que duas doses oferecem "proteção boa e suficiente"

Pâmela Lima

12/07/2021 14h00


A prioridade deve ser a população pobre, afirma a OMS (Foto: Carlos Bassan)
A prioridade deve ser a população pobre, afirma a OMS (Foto: Carlos Bassan)

A cientista Ann Lindstrand, coordenadora do Programa Expandido de Imunizações do Departamento de Imunização, Vacinas e Biológicos da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse em coletiva realizada nesta segunda-feira (12) que não há necessidade de aplicação de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19.

As vacinas apresentam uma baixa na eficácia com o passar dos meses, mas isso acontece com vários imunizantes. Como propomos nas nossas recomendações, o esquema vacinal com duas doses dos imunizantes aprovados traz uma proteção boa e suficiente”, defende Lindstrand.

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A mistura de imunizantes também não é recomendada pela OMS. As duas medidas são provisórias. No caso da terceira dose, a justificativa é que a vacinação começou há poucos meses e faltam imunizantes no mercado, portanto não faria sentido usar mais uma dose em quem recebeu duas. A entidade reforça que a prioridade deve ser concluir o esquema vacinal – duas doses – da população dos países pobres, que possuem dificuldades em obter o imunizante.

O mundo inteiro está cansado, e é uma situação realmente decepcionante, não faz sentido. Precisamos compartilhar as vacinas, e quando eu falo compartilhar, não é dar de graça. Muitos países têm dinheiro para comprar, mas não há doses disponíveis no mercado. É um problema de produção, e o mundo tem como resolver isso. O que não temos é uma liderança global”, ressaltou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A farmacêutica AstraZeneca é um dos exemplos do benefício do compartilhamento de tecnologia para a produção da vacina. No Brasil, o imunizante britânico é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e a CoronaVac, pelo Instituto Butantan, de São Paulo. As vacinas da Pfizer e da Janssen são importadas.

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