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Olivia de Havilland, de '...E o Vento Levou', morre aos 104 anos

A atriz residia em Paris há 67 anos e ficou conhecida por interpretar %u2018mocinhas%u2019 no cinema

Pâmela Lima

2020-07-26 20:59:34


Olívia ficou conhecida pela sua participação em "%u2026E o Vento Levou" (1939), clássico do cinema americano (Reprodução)

O cinema perdeu um dos nomes mais famosos da época de ouro de Hollywood: Olivia de Havilland, a Melanie, de "E o Vento Levou". Ela faleceu neste domingo (26), aos 104 anos, de causas naturais, em Paris. Olívia ficou conhecida pela sua participação em "%u2026E o Vento Levou" (1939), clássico do cinema americano.

Olivia era filha de pais ingleses e nasceu no Japão. Ela foi criada na Califórnia, mas fixou residência em Paris em 1953. A atriz teve dois filhos: Benjamin, fruto do casamento com o escritor Marcus Goodrich, e Giselle, da relação com o segundo marido, o jornalista Pierre Galante.

Olivia era uma celebridade discreta e vivia há 67 anos na capital parisiense, onde aproveitava a aposentaria. Ela voltou a Hollywood em 2003 como convidada da 75ª edição dos Oscar. A atriz estreou no cinema em 1935, na adaptação de "Sonho de Uma Noite de Verão", de Shakespeare. Olivia se tornou famosa também pelas batalhas com os grandes estúdios de cinema. Ela reivindicava o cumprimento do período de contrato, independentemente de suspensões. A atriz ficou na "geladeira" após recusar vários papéis da Warner Bros e levou algumas suspensões. Quando encerrou o contrato de sete anos com o estúdio, a Warner quis que ela compensasse o tempo que ficou suspensa e ela se recusou. Olivia entrou na Justiça contra o estúdio e saiu vitoriosa, mas amargou um período de três anos de ostracismo pela atitude. Entretanto, o talento não permitiu que ela ficasse nessa condição por muito tempo.

Em 1946, Olivia retornou às telonas em "Só Resta uma Lágrima" e ganhou o primeiro Oscar pelo seu desempenho como mãe solteira. Ganhou a segunda estatueta da carreira três anos depois por seu papel em "A Herdeira". Em 2008, foi agraciada com a Medalha Nacional pelas Artes pelo então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Com informações do G1

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