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O TikTok inspira concorrência na busca por usuários

Instagram, YouTube , Pinterest e Kwai estão na disputa pela atenção do usuário

Maria Fernanda Mota

20/07/2021 19h00


A rede social é um fenômeno (Foto: Reprodução)
A rede social é um fenômeno (Foto: Reprodução)

Desde o sucesso do formato de vídeo do TikTok, as redes sociais, plataformas de vídeos e até aplicativos de relacionamentos entraram na onda de lançar sua própria versão do modelo. O Instagram criou o Reels, o YouTube expandiu o recurso Shots para 23 países e o Pinterest começou a produzir vídeos com transições criativas e edições, chamado Idea Pins.

Outra rede que vem crescendo e ganhando bastante lugar é a Kwai, da chinesa Kaishou. O app permite que as pessoas mostrem seu dia-a-dia, consigam se expressar e ter espaço em vídeos curtos. O Brasil é um dos principais da plataforma, chegando a 26 milhões de usuários. O aplicativo também disponibiliza códigos, permitindo que os ativos da rede possam ganhar dinheiro indicando amigos.

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O Instagram, que começou seus testes no segundo semestre de 2020, fica atrás somente do TikTok. Um mês antes do lançamento do Reels em todo o mundo, 45% dos vídeos postados possuíam menos de 15 segundos. Já o Tinder, utilizou da mesma ferramenta como forma de seus usuários acharem o par perfeito. A Netflix, nos Estados Unidos disponibilizou a função “Fast Laughs”, um feed com comédias que tem no seu catálogo, como filmes, series e especiais de Stand-up, para auxiliar na escolha do que assistir.

Gian Martinez, CEO e Cofundador da Winnin, que faz mapeamento da cultura de redes, afirmou que as plataformas estão disputando a atenção e tempo de tela das pessoas. “Isso não quer dizer que os vídeos mais longos, como o YouTube se consagrou, acabaram. Ainda tem espaço para tudo, só observar as lives da Twitch com horas de duração que estão bombando. Só prova que cada vez mais o presente já é todo em vídeo e essa diversificação de formatos tende a ser cada vez maior para atender todas as demandas da audiência”, explicou.

A fundadora da Academia de Tiktokers Clarissa Millford, diz que o fato de o YouTube e o Instagram terem lançado em fases betas ou beta, mostra que existe uma corrida pelo consumidor. “O TikTok estava dominando um mercado e isso fez com que o YouTube acelerasse o processo de lançamento do Shorts. A plataforma foi lançada em fase beta, então claramente há uma antecipação das fases, para que eles possam disputar neste mercado”, concluiu.

Segundo o coordenador de mídia da GUT, Israel Bastos, as plataformas têm facilitado a entrega e o alcance dos vídeos para incentivar o uso pelo público e pelas marcas. “O Instagram, que costuma limitar o alcance orgânico das publicações, vem ampliando o alcance de Reels para estimular o uso e a frequência, uma marca pode usar isso a favor para fortalecer o awareness de uma campanha. No TikTok, se o algoritmo entender que o conteúdo tem potencial, o vídeo pode viralizar organicamente e atingir um alto alcance em questão de horas, independentemente do tamanho da base de seguidores do perfil”, finaliza Bastos.

Uma das dicas é não copiar conteúdo. “Um dos principais pontos é conseguir criar estratégias focadas em cada uma das plataformas. Com a necessidade de ser cada vez mais omnichannel (possibilidade de fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o off-line) muitas marcas têm se perdido ao tentar abraçar todas as frentes. Apostar em replicar o mesmo conteúdo apenas para estar presente é um dos principais erros. Se um usuário estiver ativo nas três plataformas, ele tem comportamentos e interesses diferentes em cada uma e o criador de conteúdo precisa estar atento a isso. Mais do que isso, o consumidor não quer ser impactado pelo mesmo conteúdo em todas as redes sociais/ferramentas”, aconselha Martinez.

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