Cultura

No Dia Nacional da Cachaça, conheça os cinco rótulos mais caros do país

O preço do destilado pode chegar a R$ 3 mil

Pâmela Lima

Há 6 dias


O destilado é exportado para 67 países (Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)
O destilado é exportado para 67 países (Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

Levantamento - A cachaça é um dos principais símbolos da cultura brasileira. E se engana quem pensa que a bebida é apreciada apenas em botecos. Atualmente, a cachaça ganhou o mesmo status do vinho e é um produto de exportação bastante valorizado.  A comercialização da cachaça no exterior rendeu US$ 9,5 milhões em 2020.

O destilado é exportado para 67 países, com destaque para Paraguai, Alemanha, França, Estados Unidos e Portugal. O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) assinou um acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) que prevê investimentos no valor de R$ 3,4 milhões para estimular o setor até 2022.

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Para homenagear essa bebida tipicamente brasileira, no dia 13 de setembro é celebrado o Dia Nacional da Cachaça. Um levantamento realizado pelo site GQ listou os cinco rótulos mais caros do país. Apesar de ter um custo baixo, algumas destilarias oferecem a bebida a preços bem salgados.

Conheça os rótulos mais caros da bebida:

Cachaça Vale Verde – Edição 18 anos - R$ 3 mil

A bebida lidera a linha Premium da marca mineira Vale Verde e foi envelhecida por 18 anos. A empresa sediada em Betim (MG), cidade situada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, possui um espaço anexo destinado à promoção da história da bebida: o Museu da Cachaça do Vale Verde.

Cachaça Vale Verde – Edição Presente 12 anos - R$ 724

Em segundo lugar, aparece a mesma marca, mas com período de envelhecimento menor: 12 anos. Ela ficou armazenada em barris de carvalho e possui 40% de teor alcoólico.

Cachaça Havana - R$ 650

A Cachaça Havana é um dos rótulos mais famosos de Salinas, outra cidade mineira famosa pela produção da aguardente. Ela começou a ser produzida em 1946 por Anísio Santiago e com 45% de teor alcóolico. Ela é tão famosa que ostenta o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Salinas desde 2006

Cachaça Anísio Santiago - A Lenda R$ 446

Após a morte do empresário Anísio Santiago, em 2002, ele foi homenageado com uma cachaça que leva seu nome. Ela tem 47% de teor alcóolico e também ocupa uma posição de destaque entre as melhores do país.

Cachaça Armazém Vieira – Ônix - R$ 422

A cachaça Ônix é produzida em uma destilaria de Santa Catarina. O preço é justificado pelo tempo que passou envelhecida: 12 anos em barris de ariribá e grápia. Segundo a marca, ela tem um sabor mais leve que as outras. A empresa possui um bar do mesmo nome e existe desde 1840.

História da Cachaça

A produção de cachaça remete aos tempos coloniais. Na época, Portugal não gostou da popularização da bebida e proibiu a fabricação e a venda da cachaça no país por meio de uma Carta Real de 13 de setembro de 1649. Revoltados com a injustiça, proprietários de cana-de-açúcar e alambiques se reuniram no dia 13 de setembro de 1661 e tomaram o governo no Rio de Janeiro. A insurreição, batizada de Revolta da Cachaça, durou cinco meses.

O líder do movimento, Jerônimo Barbalho Bezerra, foi enforcado e decapitado. A cabeça dele ficou exposta no pelourinho da capital para servir como exemplo. A perseguição, entretanto, não surtiu efeito e a bebida é até hoje um produto nacional de grande sucesso no país e no exterior.

 

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