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Ministro Nunes Marques considera 'hipocrisia' fechar templos: 'Momento é de bom senso'

'A participação das igrejas é muito importante para amparo espiritual e isso não dá para incluir na cabeça de quem não conhece a sua essencialidade', afirmou o ministro

Pâmela Lima

06/04/2021 11h00


O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Agência Senado)
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Agência Senado)

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que é “hipocrisia” fechar igrejas se outras atividades que também podem gerar aglomeração possuem autorização para continuar em funcionamento. O ministro causou polêmica ao liberar no último sábado (3) a realização de celebrações religiosas, como cultos e missas, em todo o país.

Momento é mais de bom senso e não de hipocrisia. Tem muita hipocrisia. Distrito Federal, dentre outros estados e municípios, tem academias e restaurantes abertos porque se avaliou que seriam essenciais nesta pandemia. E tem muitas atividades funcionando”, disse em entrevista concedida para a CNN na segunda-feira (5).

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O ministro reconheceu que o momento é “crítico”, mas defendeu a importância das atividades religiosas. “Talvez o problema disso tudo seja na falta de compreensão das atividades das agremiações religiosas. A participação das igrejas é muito importante para amparo espiritual e isso não dá para incluir na cabeça de quem não conhece a sua essencialidade. Tem essa atividade fundamental que é orar e tem uma atividade de acolhimento, assistencial”, explicou ao canal.

Para Marques, a decisão do STF de que todos os entes federados são competentes para tratar temas ligados à pandemia não interfere na análise do mérito das decisões dos governantes. “A competência não é privativa nem de estados, municípios nem da União. É uma competência compartilhada. Todos podem editar normas sobre esse assunto. O que não quer dizer que o mérito não possa ser revisto por abuso, ilegalidade ou inconstitucionalidade. Todos têm competência. O que é serviço essencial para um pode não ser para outro”, disse à CNN.

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