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Ministério da Saúde retoma divulgação de dados sobre covid-19

O governo passou cinco dias sem fornecer números acumulados e índices proporcionais dos contágios e dos óbitos pelo novo coronavírus

Pâmela Lima

2020-06-09 17:41:22


A pasta explicou que a mudança ocorreu para que as pessoas tivessem acesso a dados precisos sobre a doença no país (Reprodução)

O Ministério da Saúde acatou a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e retomou hoje (9) a divulgação dos números acumulados e dos índices proporcionais dos infectados e dos óbitos causados pela covid-19. Há cinco dias, a pasta divulgava apenas os casos e mortes registrados nas 24 horas anteriores.

A ação, movida pelos partidos Rede Sustentabilidade, PSOL e PCdoB, exigia que a pasta repassasse o número de casos confirmados, de pacientes recuperados e de óbitos em decorrência da Covid-19 nas últimas 24 horas e desde o início da pandemia, além da quantidade de pacientes hospitalizados com o novo coronavírus e com SARS (síndrome respiratória aguda) em enfermaria e UTI por unidade de saúde, município e estado.

“A gravidade da emergência causada pela pandemia do Covid-19 exige das autoridades brasileiras, em todos os níveis de governo, a efetivação concreta da proteção à saúde pública, com a adoção de todas as medidas possíveis para o apoio e manutenção das atividades do Sistema Único de Saúde”, defendeu o ministro no despacho.

Segundo o site do Ministério da Saúde, o país possui uma incidência de 336,6 casos e uma mortalidade de 17,7 mortes para cada 100 mil habitantes. A pasta explicou que a mudança ocorreu para que as pessoas tivessem acesso a dados mais precisos sobre a doença no país. “O uso da data de ocorrência (e não da data de registro) auxiliará a se ter um panorama mais realista do que ocorre em nível nacional e favorecerá a predição, criando condições para a adoção de medidas mais adequadas para o enfrentamento da covid-19, nos âmbitos regional e nacional”, argumentou o ministério em comunicado divulgado no último domingo (7). 

 

Com informações do G1 e da Agência Brasil

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