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Israelenses descobrem como reverter alzheimer

Pesquisadores usaram câmara de oxigênio como terapia para interromper a doença em pessoas no estágio inicial de perda de memória

Jucielle Leal

Há 5 dias


Os dois exames de ressonância magnética do cérebro de participantes humanos indicam o fluxo sanguíneo antes (à esquerda) e depois (à direita) de um dos participantes do estudo fazer a oxigenoterapia (Foto: Reprodução/sonoticiaboa)
Os dois exames de ressonância magnética do cérebro de participantes humanos indicam o fluxo sanguíneo antes (à esquerda) e depois (à direita) de um dos participantes do estudo fazer a oxigenoterapia (Foto: Reprodução/sonoticiaboa)

Ciência - Pesquisadores israelenses da Universidade de Tel Aviv descobriram que o alzheimer pode ser interrompido, ou mesmo revertido, por meio de uma terapia com câmara de oxigênio em salas pressurizadas. O estudo, publicado na revista Aging, demonstrou que os sintomas dos pacientes melhoraram depois de cinco tratamentos de 90 minutos de oxigênio por semana durante três meses.

Por enquanto, os pesquisadores estudaram seis pessoas mais velhas com deficiência cognitiva leve, um estágio inicial de perda de memória que é um precursor da forma mais comum de demência.

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Pacientes idosos que sofrem de perda significativa de memória no início do estudo revelaram um aumento no fluxo sanguíneo cerebral e melhora no desempenho cognitivo, demonstrando a potência da oxigenoterapia hiperbárica para reverter os elementos essenciais responsáveis”, disse o professor Uri Ashery, especialista em neurobiologia da Universidade de Tel Aviv.

Oxigenoterapia

O tratamento, denominado Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB), faz os pacientes inalarem oxigênio por meio de uma máscara em uma câmara pressurizada. Ele já é usado por atletas para ajudá-los a se recuperar mais rapidamente e por celebridades que afirmam que ele vence o estresse.

Aumentando significativamente a quantidade de oxigênio nos tecidos corporais, os defensores dizem que o tratamento estimula a cura. E quando foi administrado em ratos, ele removeu as placas amilóides do cérebro, que são um sinal revelador do alzheimer.

Os especialistas acreditam que a terapia funciona alterando a estrutura dos vasos no cérebro e aumenta o fluxo sanguíneo.

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