Economia

Guedes acusa BNDES de dar 'rasteira' na União

Banco público adiou o pagamento de dívida de R$ 140 bilhões

Pâmela Lima

Há 8 dias


O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Divulgação/ Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Divulgação/ Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Economia - O ministro da Economia, Paulo Guedes, acusou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de aplicar uma “rasteira” na União ao recorrer ao TCU (Tribunal de Contas da União) para adiar o pagamento de uma dívida estimada em R$ 140 bilhões.

Ainda estão devendo. E nos aplicaram uma rasteira. O pessoal do jurídico que deve estar por aí foi ao TCU. A inflação subiu e quando a inflação sobe, aumenta o subsídio. A capitalização à base de empréstimo é com taxa longa fixa. Quando a inflação sobe, o Brasil está subsidiando o BNDES. Mas o jurídico do BNDES teve a coragem de ir ao TCU para convencer o TCU de que é o contrário. E o TCU caiu. Falaram que se devolvesse agora, haveria uma perda para o banco. É o contrário. O BNDES está se beneficiando. Vocês deveriam estar devolvendo porque o Brasil está precisando", disse o ministro em evento que comemorou os 70 anos do BNDES.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Segundo o ministro, a dívida do banco com a União era de R$ 400 bilhões e somente R$ 260 milhões foram devolvidos ao Tesouro Nacional. “E tem que pagar até o fim do ano. Vocês precisam falar com o jurídico de vocês e pedir para colaborarem. Não obriguem a gente a pedir dividendos. Se não vamos ter que pedir 100% dos dividendos”, ressaltou.

O BNDES informou em nota que está seguindo o cronograma de pagamentos estabelecido entre o banco e o órgão regulador. “O BNDES vem seguindo estritamente o acordado. Até hoje já foram pagos R$ 565,1 bilhões, R$ 22,7 bilhões em 2022. O saldo remanescente é de R$ 81,0 bilhões”, diz a nota encaminhada à CNN Brasil.

Apesar das divergências, o ministro afirmou que pretende deixar o banco público responsável pelo gerenciamento de um fundo para a erradicação da pobreza e outro de reconstrução da infraestrutura nacional. Os valores para financiar os dois fundos viriam de uma eventual privatização da Petrobras.

Só de você falar que vai privatizar a Petrobras e fazer uma migração para o novo mercado, o valor dela sai de R$ 450 bilhões para R$ 750 bilhões. E a União tem mais de 1/3 e passa, no mínimo, de R$ 150 bilhões para R$ 250 bilhões. O que fazer com esse dinheiro? Acho que tem que ser devolvido ao povo brasileiro. Vamos fazer um fundo de erradicação da pobreza, de um lado, e o fundo de reconstrução nacional de outro lado. Dois fundos e vamos botar o BNDES gerindo isso”, disse.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Tags

NOTÍCIAS RELACIONADAS

MAIS LIDAS

PUBLICIDADE