Agro

Estados do Sul se unem para fortalecer o agronegócio

Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul firmaram parceria para fomentar o setor no Sul do Brasil, que é a principal região produtora de proteína animal

Jucielle Leal

Há 9 dias


O Sul do Brasil é a principal região do país produtora de proteína de origem animal (Arquivo/OP Rural)
O Sul do Brasil é a principal região do país produtora de proteína de origem animal (Arquivo/OP Rural)

Agronegócio - Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul se uniram para um mesmo objetivo: fortalecer o agronegócio no Sul do Brasil, que é a principal região produtora de proteína de origem animal. Esses três estados firmaram parceria e foram representados nesta semana no Fórum Nacional de Executores de Defesa Agropecuária da Regional Sul (Fonesa Sul) por secretários de Agricultura, técnicos e liderenças do setor produtivo.

No encontro, realizado durante a 44ª Expointer, em Esteio (RS), foi discutida a sustentabilidade das áreas livres de febre aftosa e peste suína clássica. Também se falou das atividades de vigilância em conjunto, do alerta da cigarrinha do milho e do calendário de plantio de soja.

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O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Altair Silva, destacou a importância da união dos estados do Sul. “Estamos construindo políticas públicas em conjunto para o fortalecimento do agronegócio no Sul do Brasil, que é a principal região do país produtora de proteína de origem animal. E essa interlocução é importantíssima para que possamos avançar e conquistar mais mercados para o Brasil e, especialmente, para os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

O agronegócio da região Sul entra em um novo momento após a conquista do certificado internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação pelo PR e RS (mesmo status conquistado pelos catarinenses em 2007). Pela primeira vez em 20 anos, os produtores de Santa Catarina, que levaram bovinos para exibição na Expointer, poderão trazê-los de volta ao estado.

"Esse é um marco histórico para os produtores de Santa Catarina. Muitos pecuaristas já levavam seus animais para a Expointer, inclusive ganhando prêmios importantes, porém não era possível retornar ao estado. Entramos agora em uma nova fase, com nossos vizinhos também reconhecidos como área livre de febre aftosa sem vacinação, e temos certeza de que isso abrirá muitas portas para o agro catarinense", afirmou Altair Silva.

A secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Silvana Covatti, comemorou a participação de Santa Catarina na Expointer. “É uma alegria ter a região Sul completa nesta Expointer, todos caminhando juntos pelo fortalecimento das nossas defesas sanitárias”, destacou.

Este ano, são 237 animais provenientes de propriedades catarinenses inscritos na Expointer, sendo 77 bovinos, 85 ovinos, 48 equinos e 27 caprinos. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) ressalta que os animais que não forem comercializados na Expointer poderão retornar a Santa Catarina, desde que os critérios sanitários para cada espécie sejam obedecidos, garantindo a rastreabilidade e a proteção do agronegócio catarinense.

Os catarinenses que visitarem a Expointer contam ainda com um ponto de encontro dentro do Parque Assis Brasil. Há 43 anos, Santa Catarina mantém a Casa do Produtor Catarinense, localizada na área central do parque.

As demandas apresentadas na reunião do Fonesa Sul serão encaminhadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para discussão posterior. A coordenação do Fórum, que estava sob responsabilidade da Cidasc, passou para o Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

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