Notícias

Balanço

Empresa de consultoria estima dívida do Atlético Mineiro em R$ 700 milhões

O presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara, admite que a situação é 'preocupante', mas que o clube entrará em uma fase de reestruturação

Pâmela Lima

2020-05-13 11:02:58


Sette Câmara citou o patrimônio milionário do clube como contraponto (Divulgação/ Fellipe Lucena)

O Clube Atlético Mineiro contratou a empresa de consultoria Ernst &Young para fazer um prognóstico sobre a realidade financeira/administrativa da instituição. Segundo análises preliminares, a dívida do clube está em R$ 700 milhões, sendo R$230 milhões referentes ao Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).

"A dívida do Atlético, hoje, gira em torno de R$ 450 milhões, mais a dívida tributária, que gira em torno de R$ 230 milhões. A dívida do Atlético beira os R$ 700 milhões. A dívida tributária, que foi feita (a renegociação) pelo Profut", disse o presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara, em entrevista ao Canal do Nicola.

Câmara, entretanto, alega que o patrimônio líquido do clube é "positivo". "O Atlético vendeu metade do shopping, hoje, o valor já está quase em R$ 300 milhões. E vai ter um estádio de R$ 500 milhões, R$ 550 milhões. O que significa dizer que vamos ter um aumento de patrimônio em torno de R$ 250 milhões. Tem clubes que estão muito endividados e sem patrimônio, isso que é preocupante", disse o mandatário atleticano.

Câmara admite que a situação é "preocupante", mas que o clube entrará em uma fase de reestruturação. "O diagnóstico ficou pronto não tem muito tempo. É, óbvio, uma situação preocupante em termos de endividamento, como é em muitos clubes do Brasil. A primeira coisa que importa é saber o tamanho do buraco, e aí começo a estudar a solução. Quando você não conhece o tamanho do buraco é um problema. Hoje sabemos. A Ernest & Young encerrou a primeira fase. Nós vamos partir agora pra segunda fase, que é de estruturação. Um trabalho que ela fez no Grêmio, no Flamengo, no Athletico-PR... Está agora conosco", explicou o presidente do Galo.

Sobre o Profut, Câmara explicou que houve uma negociação para o refinanciamento da dívida tributária. O programa incentiva clubes a adotarem práticas modernas de gestão em contrapartida da concessão de parcelamento e redução de débitos tributários e não-tributários com a Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Banco Central e débitos relativos a FGTS.

"Entramos no Profut, e aí houve reduções naturais de quem aderia ao parcelamento. O Atlético deixou de pagar as primeiras parcelas, durante dois, três anos, e só volta a pagar em janeiro de 2021, porque houve, na época da venda do Bernard, um bloqueio por parte da Justiça Federal, a pedido da Procuradoria da Fazenda, e uma parte do dinheiro do Bernard foi bloqueado, e o Atlético não teve como ter acesso a esse valor, e aí foi uma negociação bem feita pelo nosso departamento jurídico que, ao invés de deduzir da dívida tributária do clube, fez uma antecipação das parcelas de 2015, foi fechado na época que o Daniel (Nepomuceno) era o presidente do clube. De 2015 até 2021 sem o pagamento da parcela, que é um parcelamento muito longo. Esse é o endividamento do clube", revelou Câmara.

Com informações do Globo Esporte

Tags

Relacionadas