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Assasinato

Dr. Jairinho e mãe de Henry são presos no Rio

O vereador é acusado de agredir e matar o enteado de 4 anos; mãe sabia das agressões desde fevereiro, diz Polícia Civil

Pâmela Lima

08/04/2021 08h30


Doutor Jairinho é preso pela morte do menino Henry, de 4 anos (Foto: Reprodução)
Doutor Jairinho é preso pela morte do menino Henry, de 4 anos (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu na manhã desta quinta-feira (8) mandado de prisão temporária contra o vereador carioca Dr. Jairinho (Solidariedade) e a professora Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. O menino tinha 4 anos e morreu na madrugada do dia 8 de março deste ano, no Condomínio Majestic, no Cidade Jardim, na Barra da Tijuca.

O vereador é acusado de torturar e matar o enteado. Segundo as investigações da 16ª DP da Barra, Monique sabia desde fevereiro que o companheiro agredia Henry. Na época, o garoto teria sido alvo de chutes, rasteiras e golpes na cabeça. O casal afirmou que no dia da morte Henry sofreu um acidente doméstico e foi encontrado “desacordado, com os olhos revirados e sem respirar”.

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O médico-legista e perito do Instituto Médico-Legal (IML) Leonardo Huber Tauil realizou duas autópsias no cadáver da criança, nos dias 8 e 9 de março, e afirmou no documento que Henry sofreu “múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores”, “infiltração hemorrágica” na parte frontal, lateral e posterior da cabeça, apontou “grande quantidade de sangue no abdômen", “contusão no rim” e “trauma com contusão pulmonar”.  O legista definiu que o menino morreu morreu por hemorragia interna e laceração hepática [no fígado] causada por uma ação contundente [violenta].

Cerca de 18 pessoas prestaram depoimento sobre a morte do garoto. Além do laudo, provas técnicas descartam a versão dada pelo padrasto e pela mãe. Também chamou a atenção dos policiais o fato de Monique ter trocado de roupa duas vezes antes de ir à delegacia prestar depoimento. Ela ainda passou a tarde no salão de beleza de um shopping na Barra da Tijuca no dia seguinte ao enterro do filho.

Monique sabia das agressões que o filho sofria, segundo a PC (Foto: Reprodução)
Monique sabia das agressões que o filho sofria, segundo a PC (Foto: Reprodução)

Uma testemunha ouvida pela polícia informou que o vereador teria agredido a filha, quando ela tinha 4 anos. A filha, atualmente com 13 anos, prestou depoimento com auxílio de um psicólogo e relatou que já sofreu chutes, pisões e até afogamento na piscina.

Ana Carolina Netto, ex-mulher do vereador, deve comparecer à delegacia na próxima sexta-feira (9) para depor. Em 2014, ela denunciou Jairinho por agressão registrada em exame de corpo de delito. Na época, Ana desistiu da acusação e o Ministério Público arquivou o caso. Vizinhos disseram à Globo que, quando a filha dele tinha 11 anos, chegou a fugir de casa por causa das agressões.

De acordo com a polícia, Jairinho e Monique tentaram atrapalhar as investigações e devem ficar presos por pelo menos 30 dias.

Com informações do G1

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