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Covid-19

Cinco estados reduzem intervalo de aplicação da segunda dose da AstraZeneca

Ministério da Saúde estipulou prazo de 12 semanas (três meses)

Pâmela Lima

09/07/2021 08h00


Após 21 dias da primeira aplicação, a vacina britânica possui eficácia geral de 76% (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Após 21 dias da primeira aplicação, a vacina britânica possui eficácia geral de 76% (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Pelo menos cinco estado decidiram reduzir o intervalo de aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford. O imunizante é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério da Saúde, o período entre uma aplicação e outra deve ser de 12 semanas (três meses).

A bula do imunizante indica que "a segunda injeção pode ser administrada entre 4 e 12 semanas após a primeira". Diante disso, o Acre diminuiu o prazo para 45 dias, Pernambuco e Ceará, 60 dias, e Espírito Santo e Piauí, 70 dias. São Paulo pretende reduzir o intervalo também, mas aguarda posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

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Após 21 dias da primeira aplicação, a vacina britânica possui eficácia geral de 76%, mas o ministério determina o uso das duas doses para garantir a imunização contra o novo coronavírus. A disse que "acompanha a evolução das diferentes variantes do Sars CoV-2 no território nacional e está atento à possibilidade de alterações no intervalo recomendado". 

A revista científica "Nature" apresentou um estudo nessa quinta-feira (8) promovido por cientistas do Instituto Pasteur e do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS, na sigla em francês) que aponta que a variante delta, descoberta na Índia, consegue resistir a alguns anticorpos, mas que duas doses da vacina da Pfizer ou da AstraZeneca/Oxford neutralizam a cepa.
 

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