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Extradição

Bolívia devolve Battisti para a Itália

Autoridades italianas enviaram um avião para buscar Battisti em Santa Cruz da la Sierra

2019-01-14 08:10:27

Battisti foi preso no sábado (12) à noite pela polícia de Santa Cruz de la Sierra (Foto: Divulgação/ Handout / AFP)

Após quase 10 anos foragido, o terrorista italiano Cesare Battisti embarcou ontem (13) à noite com destino à Roma, na Itália. O vôo partiu de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Battisti foi escoltado por autoridades bolivianas e italianas, conforme informações divulgadas pelo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.

Battisti foi preso no sábado (12) à noite pela polícia de Santa Cruz de la Sierra e levado para o aeroporto boliviano de Viru-Viru, em Santa Cruz. Ele ficou sob a custódia de pessoal diplomático da Itália, de agentes da Interpol e da Defensoria do Povo da Bolívia até a decisão final sob a extradição do terrorista.

Durante a tarde de ontem, havia rumores de que Battisti seria enviado ao Brasil, já que havia uma ordem de prisão emitida contra ele pelas autoridades brasileiras. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou a pousar em Santa Cruz de la Sierra para transportar o fugitivo, mas representantes dos governos boliviano e italiano optaram pela extradição sem escalas.

O primeiro-ministro italiano agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro/PSL pelo empenho das autoridades brasileiras na captura de Battisti. “Há pouco tempo escutei o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e gostaria de agradecê-lo em nome de todo o governo italiano pela colaboração efetiva que levou à captura de Battisti. E da mesma forma agradeço às autoridades bolivianas”, escreveu o premiê em sua página no Twitter.

A secretaria de Comunicação da Presidência informou por meio de nota que o ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, ligou para agradecer ao presidente Jair Bolsonaro pelo empenho do Brasil na extradição de Battisti. Salvini ressaltou que a extradição não teria se concretizado "sem a intervenção do presidente Bolsonaro” e acrescentou que o pesselista possui  “excelente imagem junto ao povo italiano”.

O terrorista cumprirá prisão perpétua pelo crimes que cometeu nos anos 70, na Itália, quando fazia parte do grupo Proletários Armados pelo Comunimo (PAC). Ele foi condenado pelo assassinato de quatro pessoas entre 1977 e 1979; além disso, possui passagens na polícia italiana por furto e assalto à mão armada. Battisti conseguiu fugir e passou 37 anos se escondendo na França, no Brasil e, mais recentemente, na Bolívia. 

Com informações do Globo e da AFP