Saúde

Boa alimentação e atividade física reduzem riscos da gravidez tardia

A facilidade para engravidar diminui a partir dos 27 anos

Pâmela Lima

Há 6 dias


(Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)
(Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)

Maternidade - Em busca do sucesso profissional, por falta de companheiro ou até dificuldades financeiras, muitas mulheres adiam a maternidade. É cada vez mais comum gestantes com mais de 30, 40 e até 50 anos nos consultórios ginecológicos. Nem sempre, entretanto, é por opção. Recentemente, a atriz Claudia Raia, de 55 anos, anunciou que será mãe novamente. Ela já tem dois filhos, Enzo e Sophia, frutos do relacionamento com o ator Edson Celulari.

Nos stories, ela contou que ficou muito surpresa quando descobriu a gravidez.  A médica pediu um exame Beta HCG, usado para detectar uma gravidez, e deu positivo. “Da onde você tirou isso? Eu tenho 55 anos de idade”, disse Claudia Raia para a médica. “Eu falei: tá errado, não pode ser. Gente, eu tenho 55 anos; olhei para cima e falei com Deus”, contou a atriz.

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De acordo com dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos do Ministério da Saúde, na última década, o número de mulheres que engravidaram após os 35 anos cresceu 84% no Brasil. No entanto, é preciso ter consciência de que quanto maior a idade, mais chances de risco para a mãe e o bebê.

A idade ideal para ter filhos é abaixo dos 35 anos. O motivo é que a partir dos 38 anos o risco de aborto aumento. Além disso, cerca de 90% dos óvulos de uma mulher com mais de 40 anos apresentam falha genética. As probabilidades de engravidar naturalmente também começam a diminuir a partir dos 27 anos.

Na gravidez tardia, acima de 38 anos, existe maior chance de aborto e maior risco de doenças cromossômicas [como a síndrome de Down], sendo que estes problemas se acentuam acima dos 40 anos”, afirmou o ginecologista Rodopiano Florêncio.

No entanto, é possível reduzir e até eliminar riscos de complicações adotando hábitos saudáveis, como atividade física e boa alimentação. A reprodução assistida reduz ainda as chances de embriões com problemas genéticos.

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