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Revolta

Bispo condena missa com participação de pastor evangélico

As cenas do bispo tomando parte na Liturgia Eucarística e, posteriormente, comungando, causou revolta nas redes sociais

Pâmela Lima

20/02/2021 22h00


O Bispo de Jundiaí, Dom Vicente Costa, condenou por meio de nota a participação do pastor Francisco Leite, da igreja presbiteriana Unida do Brasil, na celebração da Santa Missa de Cinzas, realizada na última quarta-feira (17), na Paróquia Sagrado Coração de Jesus. O evangélico esteve no altar e chegou a participar da Comunhão.

A missa presidida pelo Padre José Carlos Perroni, da Congregação dos Missionários de São Carlos (Carlistas), marcou o início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade. As cenas do pastor no altar vazaram na internet e causaram indignação. “Um pastor evangélico foi convidado a tomar parte integrante da Liturgia Eucarística, conforme a transmissão realizada pela Pastoral da Comunicação local e posteriormente amplamente divulgado nas redes sociais. Tal ato aconteceu à revelia, sem o meu conhecimento e consentimento” e, “portanto, as devidas medidas canônicas administrativas cabíveis a este caso já estão sendo tomadas”.

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O vídeo que circulou nas redes sociais mostra o pastor lendo parte da Oração Eucarística e elevando a Sagrada Eucaristia durante a oração do Cordeiro. Após o ritual de transubstanciação, o pastor também comungou o Corpo de Cristo. O ato feriu o Código de Direito Canônico, que proíbe a concelebração da Eucaristia “com sacerdotes ou ministros das Igrejas ou comunidades eclesiais que não estejam em plena comunhão com a Igreja Católica”. O bispo encerra a nota com um pedido para que os católicos permaneçam “unidos na fé em Jesus Cristo, nosso Senhor, e na prática de um sadio e autêntico ecumenismo”.

“Acreditamos que o referido Presbítero, conhecido por sua dedicação e generosidade, particularmente aos pobres e aos migrantes, não tenha agido de má-fé. Uma inadequada compreensão das iniciativas relacionadas ao sempre louvável diálogo ecumênico talvez esteja na base de seu impulso. Importa salientar, portanto, que sua ação parece não derivar da consciência expressa de querer desobedecer às normas da Igreja Católica ou ferir a sacralidade da Santíssima Eucaristia”, diz trecho da nota.

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