Cultura

BH: Festival Internacional de Quadrinhos vai até domingo

Cerca de 350 quadrinistas, entre nacionais e estrangeiros, estão expondo e autografando trabalhos

Jucielle Leal

Há 11 dias


O evento tem entrada gratuita e oferece atividades para jovens, adultos, crianças e profissionais do setor (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
O evento tem entrada gratuita e oferece atividades para jovens, adultos, crianças e profissionais do setor (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Arte - A 11ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ BH) vai até o próximo domingo (7), no Minascentro. O evento, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Instituto Lumiar, tem entrada gratuita e oferece atividades para jovens, adultos, crianças e profissionais do setor.

Com o tema “Quadrinhos e o mundo do trabalho”, o festival conta com cerca de 350 quadrinistas, entre nacionais e estrangeiros, que estão expondo e autografando trabalhos, participando de oficinas e debates. 

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A secretária municipal de Cultura, Eliane Parreiras, disse que o evento está mobilizando, no total, 800 profissionais do setor, entre artistas, realizadores, editoras e técnicos da área cultural de outros setores. “Movimentando uma cadeia produtiva muito rica e muito potente”. Na avaliação da secretária, esta edição do FIQ BH está mostrando a potência do setor.

Ainda de acordo com a secretária, o FIQ BH é o principal marco da política pública para o segmento de quadrinhos. “O evento é bienal e constitui um dos grandes marcos dessa atividade. A intenção do governo municipal é desenvolver uma programação, seja na área da formação, da reflexão ou da própria difusão dos quadrinhos, que permaneça no período entre as duas edições desse marco, que é o festival. Que a gente consiga oferecer essa programação de maneira orgânica também.

O próximo festival está programado para ocorrer em 2024. “Já são 22 anos acontecendo de maneira interrupta, e é hoje uma política pública estabelecida que se desdobra em ações nos nossos centros culturais, museus, e também em parceria com realizadores”, afirmou Eliane.

A programação extensa e gratuita reafirma a relevância do FIQ BH como o maior evento latino-americano dedicado ao gênero. Há oficinas, exposições, sessões de filmes, mesas de artistas, feira de quadrinhos, debates, sessões de autógrafos, duelos de HQs, rodadas de negócios, entre outras atividades, durante os 5 dias de festival. A programação completa pode ser acessada no site do festival.

Homenagem

O artista homenageado desta edição é o quadrinista, ilustrador e professor paulistano Marcelo D’Salete. Aos 42 anos de idade e com quase 20 anos de carreira, ele é um dos autores de quadrinhos mais premiados no Brasil, tendo ganhado um dos mais importantes prêmios de quadrinhos do mundo, o Eisner, de melhor edição americana de material estrangeiro, em 2018, com a edição norte-americana de Cumbe. No mesmo ano, Marcelo D’Salete levou também o Prêmio Jabuti com Angola Janga, na categoria Histórias em Quadrinhos.

Convidados

Na 11ª FIQ BH, os convidados internacionais são os franceses Chloé Cruchaudet e Fabien Toulmé. Chloé nasceu em Lyon e, depois de estudar arquitetura e artes gráficas, frequentou a escola de animação Gobelins. Isso fez com que ela desenvolvesse seu gosto pelo desenho e trouxe uma abordagem cinematográfica para seu trabalho. Sua produção é inspirada em livros históricos ou autobiografias. Ela participa da mesa Quadrinhos e transmídia: animação e outro registros, hoje (4), às 18h, e recebe o público para o bate-papo “Conversa em quadrinhos: ficção histórica”, no sábado (6), às 13h30.

Já Fabien Toulmé tem publicações no Brasil que são sucesso pelo mundo afora. Ele participa do bate-papo “Conversa em quadrinhos: as narrativas intimistas”, também no dia 6, às 15h.

Com informações de “Agência Brasil”.

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